Anuário Telecom
home

[ avaliação ]


O fim de uma era de euforia

Industry disheartened by the crisis

As maiores empresas e os destaques do ano


[ análises setoriais ]

produtos

serviços



[ pesquisa ]

Pesquisa por palavra no banco de informações do Anuário Telecom


 
banco de dados
[ consulte todos os
números do setor ]


Conheça os principais indicadores econômico-financeiros das 264 empresas que integram o universo do Anuário Telecom 2003 (ano base 2002)
 


[ SEGMENTO | SERVIÇOS]  Acesso à internet

Em 2001, o segmento de serviços Internet foi marcado pela expansão do uso residencial do acesso em banda larga e pela presença maciça das operadoras de telecomunicações nesse mercado, para se beneficiar do aumento de tráfego gerado pelo acesso à web, ainda predominantemente discado. Juntaram-se à Telefônica (Terra) e à Telemar (iG) a Brasil Telecom (iBest, Yahoo! Brasil) e a CTBC (além da Image Telecom, a Net Site, de Ribeirão Preto).
Roque Abdo, presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet), estima que, no ano passado, havia 300 mil usuários de ADSL, 70% dos quais do Speedy, da Telefônica. Ele acredita que o movimento de adesão ao acesso em alta velocidade vai se consolidar, em 2002. Na verdade, o mercado avalia que o segmento de sistemas de acesso em banda larga, principalmente ADSL, deve faturar, este ano, entre US$ 75 milhões e US$ 100 milhões.
A expansão está sendo estimulada pela queda nos preços e pela melhoria na qualidade dos serviços. Outro fator propulsor foi o início da oferta efetiva de conteúdo formatado para a banda larga. O Yankee Group prevê 2 milhões de acessos em banda larga, no final de 2003, no Brasil. Este ano, de acordo com o mesmo instituto, o mercado nacional já poderá absorver 1,3 milhão de linhas ADSL. As operadoras pretendem encerrar 2002 com cerca de 700 mil acessos comercializados. Em junho, já eram 370 mil.
Segundo Abdo, uma vez suprida a demanda inicial para transmissão de dados, particularmente nas médias empresas, o crescimento da banda larga, agora, será orientado ao conteúdo. Embora as operadoras locais do STFC dominem os negócios com banda larga, outros players também ajudam no avanço da tecnologia. As empresas de serviço especializado atuam nesse mercado, com foco e nas aplicações corporativas.
O cable modem também teve o seu papel no impulso ao acesso em alta velocidade, como mostra o crescimento do número de assinantes de TV paga que aderiram ao serviço. No entanto, a Associação não está nada satisfeita com a invasão das operadoras de telecomunicações no mercado Internet, nem com o valor das tarifas de interconexão, nem com o modelo de cobrança vigente. Para Abdo, o acesso residencial tem que ser beneficiado pelo fim da tarifa de interconexão e pela adoção da tarifa flat do 0i00 ou do IP direto. "Com essas mudanças, o número de usuários aumentará 30% e o uso da Internet, 60%", diz.
No ano passado, a receita líquida do segmento de provedores de serviços Internet do Anuário Telecom 2002 foi de R$ 475,2 milhões (US$ 203,4 milhões), uma queda média de 3,9%, em real. Na verdade, a base de empresas analisadas pelo Anuário Telecom cresceu — de dez para 14 provedores. Mas o faturamento médio de cada uma delas, em dólar, caiu (em média, de US$ 19,4 milhões, para US$ 14,5 milhões). Essa redução das receitas pode refletir uma gradativa queda nos preços dos serviços, tendência que permanece em 2002. De acordo com o Ibope Ratings, o mercado de acesso residencial teve expansão de 30%. No período, segundo a Abranet, havia 1.281 provedores no país, não houve quebra de empresas, e foi significativo o movimento de compra e venda de carteiras de usuários residenciais. Em 2002, a perspectiva é de crescimento, avalia Abdo.
Conhecido pela premiação de portais, o iBest, ele mesmo um provedor de acesso desde o fim do ano passado, transformou-se, em 2002, num braço da Brasil Telecom, conta Marcos Wettreich, presidente da empresa. Em abril, quando a Brasil Telecom assumiu o controle da holding iBest Company, o provedor contava com 700 mil usuários e pontos de presença em 154 municípios, infra-estrutura que consumiu investimentos da ordem de US$ 60 milhões.
Em 2001, a operação brasileira faturou R$ 5 milhões, e as subsidiárias da Espanha e do México obtiveram receita de R$ 8 milhões, informa Wettreich. Para 2002, a previsão é de um faturamento entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. Com a Brasil Telecom, o iBest passou a oferecer acesso gratuito, em todo o país. Para isso, a operadora contratará a infra-estrutura necessária das demais concessionárias locais. "O serviço gratuito dissemina a cultura Internet. No futuro, poderemos até cobrar, mas não está nos planos", afirma Wettreich. Em maio, também com a Brasil Telecom, o iBest passou a intermediar o serviço grátis do Yahoo! Brasil, cuja meta é cadastrar 350 mil usuários, até o fim do ano.
Perseguindo a estratégia de se tornar um provedor completo de serviços de comunicação, em março, o grupo Algar anunciou a compra do controle acionário (56%) da Net Site, provedor Internet com sede em Ribeirão Preto (SP), de propriedade da família Lunardi. A área de operação da empresa — 200 municípios dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul — se encaixava como uma luva na da CTBC, além do fato de assinantes da operadora, em várias localidades coincidentes, serem usuários Net Site. O objetivo da CTBC é expandir o serviço do provedor para toda a sua área de atuação, e estender seus serviços de telecomunicações para a região atendida pela Net Site. Com uma base de 30 mil assinantes (que deve crescer 30%, em 2002), no ano passado, a empresa teve um faturamento líquido de R$ 6 milhões e realizou investimentos de R$ 1,2 milhão.
No Brasil, o Terra vem crescendo de 60 a 70%, por ano, taxa que deve se repetir em 2002, de acordo com Sílvia de Jesus, country manager da empresa. A base do provedor era de 750 mil assinantes pagantes, em dezembro de 2001, informa a executiva, que também destaca a expansão do número de usuários de serviços de acesso em banda larga, via ADSL e cable modem: "No início do ano, tínhamos 20 mil usuários do serviço em alta velocidade, e encerramos o período com 120 mil", afirma. Além do acesso via modems, o Terra oferece conexões ISDN e MMDS, contando com o trabalho da associada Studio, fornecedora de conteúdos para banda larga. Sílvia ressalta que, no ano passado, 15% da receita obtida pelo Terra foram gerados por publicidade e por e-commerce.
Maior empresa do segmento (e maior provedor pago de acesso à Internet, no país), com receita líquida de US$ 126,3 milhões, no ano passado, 29% a mais do que em 2001, segundo a análise do Anuário Telecom, o UOL (Universo Online) continuou amargando prejuízo, no último exercício. Para isso contribuiu, inclusive, o afastamento de alguns parceiros de conteúdo e de comércio eletrônico, descontentes com sua política de conteúdo fechado para conquistar assinantes pagos. O UOL encerrou 2001 com uma base de 1,38 milhão de assinantes pagantes, 48% a mais do que no ano anterior. A participação das assinaturas no faturamento total foi de 81% (71%, em 2000), e a da publicidade, 19% (29%, no ano anterior).
No primeiro trimestre de 2002, a empresa teve prejuízo líquido de R$ 69,4 milhões, 170% maior do que o do mesmo período de 2001. O resultado operacional (EBITDA) foi de R$ 14,6 milhões negativos, uma redução de 60% em relação ao quarto trimestre de 2001. Segundo a empresa, no primeiro trimestre, o UOL conquistou 76 mil novos assinantes, aumentando sua base para 1,45 milhão de usuários pagantes, um crescimento de 6% em relação a dezembro de 2001. De janeiro a março, a receita com publicidade representou 8% do total, em comparação a 22,4%, em igual trimestre de 2001. O UOL espera chegar ao equilíbrio operacional no terceiro trimestre de 2002, e à lucratividade, no primeiro semestre de 2003.

 

[topo]   [volta]


 
   
 

   
 






 




s-acessointernet.gif