A pesquisa e a
comparação dos resultados financeiros
das empresas do mercado de telecomunicações,
no ano de 2004, é um trabalho realizado
pela equipe da Plano Editorial, com a supervisão
técnica do professor da Escola de Administração
de Empresas da Fundação Getúlio
Vargas de São Paulo, Japir de Mello Junior
(Análise Financeira), membro do GVConsult,
o braço de consultoria da Escola.
Para a elaboração do ranking,
foram analisadas as demonstrações
financeiras contidas nos balanços do período,
pelo critério da legislação
societária.
A análise dos principais indicadores
econômico-financeiros das 160 empresas
que integram o universo da edição
2005 do Anuário Telecom demonstra que
as atividades de telecomunicações
tiveram um crescimento, em dólar, de 8,04%
em relação ao ano de 2003.
O Anuário Telecom compara as empresas
pela evolução de sua receita líquida,
uma vez que as vendas líquidas constituem
critério de avaliação mais
adequado, porque são as que, efetivamente,
entram nos cofres das empresas. Quando as empresas
participantes não publicam balanços,
nem informam sua receita líquida, deduzimos
11% de sua receita bruta para obter a líquida.
(O percentual de 11% representa, em média,
as deduções do faturamento bruto
que resultam na receita líquida de fabricantes
e prestadores de serviços).
Foi mantido o critério das análises
anteriores, com a publicação dos
valores em dólar médio. Para correção
das demonstrações financeiras do
exercício fiscal de 2004, do ativo, do
passivo, e dos resultados, os valores foram convertidos
em R$ mil e divididos pela média anual
do dólar mensal médio (R$ 3,0885).
O mesmo procedimento foi adotado para a transformação
do lucro líquido.
Principais indicadores:
1. Receita líquida
em dólares: principal indicador
para classificação das empresas.
A conversão para dólar foi efetuada
segundo metodologia definida ao lado.
2. Crescimento real
das vendas: é a variação
real do faturamento líquido da empresa,
em relação ao exercício
anterior, convertido em dólar, em %.
3. Rentabilidade do
patrimônio: é o lucro líquido
do exercício, dividido pelo patrimônio
líquido da empresa, em %.
4. Rentabilidade das
vendas líquidas: é o lucro
líquido do exercício, dividido
pela receita líquida, em %.
5. Liquidez corrente: é obtida
dividindo-se o ativo circulante pelo passivo
circulante. Esse indicador mede a capacidade
da empresa de saldar seus compromissos em curto
prazo.
6. Endividamento sobre
o patrimônio líquido: é calculado
dividindo-se o passivo total da empresa (passivo
circulante + passível exigível
a longo prazo) pelo patrimônio líquido,
em %. Indica a participação de
terceiros no total de recursos da empresa e é um
dos indicadores de alavancagem financeira.
7. Endividamento financeiro
sobre o ativo total: é obtido
por meio da divisão dos empréstimos
e financiamentos de curto e longo prazos pelo
ativo total, em %. Mostra a participação
de empréstimos bancários nos
recursos totais aplicados na empresa, sendo
um dos indicadores de risco financeiro.
8. Despesas financeiras
sobre vendas: esse índice é obtido
dividindo-se as despesas financeiras líquidas
pela receita líquida, em %. Indica o
montante da receita líquida consumida
pelas despesas financeiras.
9. Retorno sobre investimento: é a
relação entre o lucro e os ativos
totais. Mede a eficiência da administração
e o correspondente retorno sobre o investimento
da empresa.
10. Rentabilidade
por funcionário: é o lucro
líquido do exercício dividido
pelo número de funcionários (registrados
e terceirizados) da empresa.
A escolha dos destaques
e das melhores de 2004
Os critérios para a escolha dos destaques
e das empresas mais eficientes em cada segmento
se baseiam nos seguintes índices, e respectivos
pesos:
1) Peso 10: Crescimento da
receita líquida, em%.
2) Peso 30: Rentabilidade sobre vendas, em %.
3) Peso 20: Rentabilidade sobre o patrimônio,
em %.
4) Peso 10: Liquidez Corrente.
5) Peso (10): Endividamento sobre o ativo, em%.
Nos anos nos quais a variação
cambial for 10 pontos percentuais superior à inflação,
não será
considerado o crescimento da receita líquida
na cesta de pontos.
A aplicação desses indicadores é o
fator de pontuação final para classificação
das empresas fabricantes de equipamentos, com
exceção das empresas que terceirizam
mais de 50% da produção, e de serviços
telefônicos comutado fixo e móvel.
Na classificação das empresas
de desenvolvimento de software e de serviços
não foi considerada a rentabilidade sobre
o patrimônio, pois entendemos que o patrimônio
dessas empresas são os seus recursos humanos.
Para essas empresas, a rentabilidade sobre o
patrimônio foi substituída pela
rentabilidade por funcionário. Nesse caso,
esse item tem peso 20.
Este conceito é utilizado para medir
a rentabilidade de empresas de serviços.
Como não possuem ativos imobilizados significativos,
essas empresas dependem exclusivamente de seus
funcionários. Portanto, a lucratividade
por funcionário é um ótimo
indicador de rentabilidade. Consideramos o lucro
líquido em milhares de dólares.
A metodologia escolhida considera importantes
indicadores da saúde econômico-financeira
de uma empresa, quais sejam a rentabilidade e
a capacidade de saldar compromissos. Os pesos
atribuídos procuram ressaltar a lucratividade,
principalmente a margem existente sobre vendas.
Uma empresa com vendas crescentes, margem elevada
sobre vendas, boa rentabilidade sobre o patrimônio,
liquidez superior a 1,0, nível reduzido
de endividamento e valor elevado de lucro líquido
por funcionário
é uma empresa saudável.
Para escolha dos Destaques,
foram utilizados os seguintes critérios:
informações econômico-financeiras
com pelo menos 2 índices, obtenção
de, no mínimo, 20% da receita no segmento
e, em 2003, um faturamento líquido de
pelo menos US$ 1,5 milhão nos segmentos
de produtos e serviços (exceto operadoras
de telefonia fixa e móvel). Para as distribuidoras
e revendedoras, também foi considerado
um faturamento líquido de US$ 1,5 milhão.
A empresa do ano é escolhida por esses
critérios, além de outros como
estratégia empresarial, investimentos,
base instalada e produtividade. |